A obesidade pode ter início antes mesmo do nascimento

Confira Dicas de como evitar a obesidade e a ajuda no tratamento na visão da medicina integrativa.

Obesidade é o acúmulo excessivo de tecido adiposo no organismo. Trata-se de uma situação clínica perigosa, porque quando chega neste ponto o corpo já passou por muitas alterações durante muitos anos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 400 milhões de pessoas no planeta apresentam obesidade.

A Obesidade e o sobrepeso são classificados de acordo com o Índice de Massa Corpórea, que é calculado por meio da fórmula: peso/altura². Quanto maior o IMC, maior o peso proporcional da pessoa e os riscos de problemas de saúde. Veja abaixo se você está acima ou abaixo do peso:

É bom lembrar que o cálculo não é aplicado em atletas e em pessoas muito musculosas, já que eles não possuem excesso de gordura corporal, por esses motivos, podemos usar outros parâmetros de avaliação como a bioimpedância que é uma maneira prática e confiável de avaliar a composição corporal e saber ao certo qual a quantidade de gordura corporal.

FATORES QUE CAUSAM A OBESIDADE

Para tornar-se obeso são necessárias um conjunto de situações, onde um problema leva a outro em efeito dominó. Aqui alguns fatores cruciais:

  • Disbiose intestinal: Desequilíbrio da microbiota intestinal e na maioria dos obesos é o primeiro problema a surgir.  Quem sofre de disbiose intestinal apresenta as fezes amolecidas podendo intercalar com evacuações endurecidas, necessidade de evacuar várias vezes ao dia e muitos gases. 

A microbiota é formada por 10 trilhões de microrganismos com mais de 500 especies diferentes, se as especies consideradas prejudiciais ao organismo tomarem conta do intestino vários outros sistemas serão afetados e acarretarão em problemascomo por exemplo:
(leia também o intestino é o segundo cérebro)

Disbiose intestinal ⇨ alteração do humor ⇨ compulsão alimentar ⇨ mais disbiose intestinal ⇨ intoxicação por metais pesado e deficiências nutricionais (principalmente micronutrientes) ⇨ alterações de hormonais ⇨corpo ácido, inflamação e oxidado ⇨ perda de massa muscular e óssea e ganho de gordura corporal ⇨ traumas sociais e psicológicos.

  • Histórico familiar de obesidade: principalmente porque os hábitos e estilo de vida são parecidos com familiares (Leia também: Gostamos do que estamos habituados a fazer? Escolha bem os seus hábitos!);

  • Baixo ou alto peso ao nascer: reflete alguma deficiência ou alteração orgânica na vida intrauterina;

  • Desmame precoce do aleitamento materno: O leite materno contem um prebiótico fantástico, assim a amamentação evita a disbiose intestinal;

  • Introdução precoce de alimentos calóricos e ultraprocessados em sua dieta na infância: Todos percebem como alguns alimentos geram uma certa dependência, o cérebro de uma crianças é mais sensível a se tornar dependente de algumas substâncias estimuladoras e existem muitas substâncias químicas nos alimentos ultraprocessados;

  • Sedentarismo: porque o exercício libera endorfinas, melhora o humor, dor, libera hormônios e muito mais (leia também: inatividade e sedentarismo são assassinos silenciosos)

  • Má Qualidade do sono: Somente na ausência de luz é produzido e liberado o hormônio melatonina, que tem muitas funções que melhoram nossa vida, além da melatonina a qualidade de sono prejudicada por apneia do sono, refluxo gastroesofágico pode provocar alteração de outros hormônios e sistemas.

    (leia também  Expor-se ã luz durante a noite interrompe a produção de melatonina e aumenta o risco de câncer)

  • Genética de obesidade: Pode interferir, mas a epigenética provou que não é determinante, mesmo tendo genes de obesidade posso não ser obesa (leia também Epigenética- Acima da genética- Colocar o link);

  • Intoxicação por metais pesados: Alumínio, mercúrio e outros metais estão contaminando nossos alimentos e na presença de disbiose intestinal eles ingressam ao nosso organismo alterando nossa produção hormonal e prejudicando nosso metabolismo e nossa qualidade de vida.

  • Substituição de refeições caseiras (carnes magras, massas integrais frutas e hortaliças) por fast-food, frituras, carboidratos não integrais, doces, refrigerantes, sucos calóricos e bebida alcoólica em excesso.

  • Em casos esporádicos, pessoas poderão desenvolver obesidade associada a uma doença específica, como a Síndrome de Cushing (tumores produtores de excesso de cortisol), ou pelo uso de medicações que possam induzir ao ganho de peso, como algumas drogas de uso psiquiátrico, antiepilépticos, corticoides, insulina e outras.

COMPLICAÇÕES CAUSADAS PELA OBESIDADE

A obesidade deve ser entendida como uma doença que gera outras doenças, porque a gordura visceral é um orgão endócrino que só leva a doenças (leia também: Músculo é uma glândula que dá vida), doencas tais como:

  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Alterações negativas nas taxas de colesterol e triglicérides;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Maior risco de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (“AVC” ou “derrame”);
  • Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) com risco aumentado para hepatite e cirrose, varizes e hemorroidas;
  • Cálculos em vesícula biliar;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Artrites;
  • Hérnias de disco;
  • Tendinites;
  • Transtornos de humor, como depressão e ansiedade e baixa autoestima;
  • Risco aumentado para desenvolvimento de câncer de mama, de intestino grosso, de endométrio, nos ovários e rins dentre outros problemas de saúde que comprometem a qualidade de vida de qualquer um.

COMO PREVENIR A OBESIDADE

A obesidade deve ser combatida desde antes do casal engravidar e pela vida toda do indivíduo.

Minha sugestão pessoal para evitar obesidade é:

  • Uns 6 meses antes da engravidar cuidar da saúde do casal, principalmente da saúde mulher, para poder gerar crianças mais saudáveis, não só pensando em obesidade, mas também em autismo e outras doenças. Neste período dar uma atenção especial ao microbioma intestinal, verificar e tratar intoxicação por metais pesados, corrigir deficiências nutricionais como vitamina D e ômega 3, ingerir vitaminas antioxidantes, iniciar atividade física regular, entre outros cuidados;

  • Desde a infância fique atento à forma e odor das fezes. Quanto mais tempo a pessoa permanecer com disbiose intestinal, mais difícil será retornar o bom funcionamento intestinal. Ensine a criança a olhar as fezes;

  • Fique atento a comida, evite o uso de sucos até os 2 anos de idade, prefira as frutas inteiras e água. Para se alimentar descasque mais e abra menos pacotes;

  • Abandonar os maus hábitos alimentares, como comer assistindo TV, estressado no telefone, tente comer tranquilamente. Não plante armadilhas de guloseimas na geladeira ou despensa de casa, evite comprar alimentos inadequados;

  • Aprender a dizer não a tipos de alimentos ruins que lhe forem oferecidos;

  • Crie atividades físicas que envolvam a sua família, brincadeiras de correr, pic nic, etc.

  • Dedique um tempo para a realização de exercícios físicos, sempre que possível procure algum esporte ou academia  Procure realizar mais movimentos, subindo e descendo pelas escadas do prédio, indo aos compromissos a pé, etc; (leia também Como começar os exercícios físicos. Começar com o pé direito faz toda a diferença)

  • Durma na escuridão total, mesmo bebê, respeitando as horas de sono recomendadas por faixa etária para acordar descansado, se acorda cansado verifique a presença de apneia e trate-a;

  • É importante ter uma rotina de horários pré-estabelecidos para comer (não precisa ser a cada três horas, pois este padrão alimentar deverá ser individualizado);

  • Planeje seu comportamento nos eventos sociais, festas de fins de semanas e férias. Crie estratégias para não consumir os alimentos inadequados que são oferecidos nesses eventos, como comer alimentos funcionais antes de sair de casa, levar uva passas ou algo para beliscar durante o evento, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sucos industrializados e refrigerantes.

  • Desde a infância precisamos meditar e descansar, procurar a paz interior e se desligar um pouco do mundo corrido.

  • Trabalhar a autoestima das crianças e adultos com elogios sinceros.

TRATAMENTO

É importante entender que a obesidade envolve muitas alterações orgânicas e psicológicas variadas e individuais que se originam em muitos anos, não podemos pensar que a solução virá em 1 mês e que é igual para todos. Precisamos corrigir todas as alterações que levaram a obesidade, para ter um emagrecimento saudável e permanente.

Em resumo, além de seguir as orientações da prevenção de obesidade citada acima, o tratamento da obesidade deve considerar:

  1. Melhorar os pensamentos e aprender administrar o estresse. Nossos pensamentos geram sentimentos,  os sentimentos geram ações e  levam a um resultado; a primeira coisa a fazer quando queremos um resultado diferente, como emagrecer, é mudar nossos pensamentos, porque “eu sou aquilo que eu penso”, mudando os pensamentos podemos mudar nossa vida.

    Mas qual é a origem dos meus pensamentos? A origem dos pensamentos está nos hábitos, então, novos hábitos geram novos pensamentos. Ao meu modo de ver este é um dos pontos principais, precisamos pensar em coisas agradáveis, não se culpar, ter pensamentos de gratidão, pensamentos alegres e de perspectiva.

  2. Administrar o estresse é outro ponto fundamental, aprender a deixar os problemas de casa em casa e os problemas de trabalho no trabalho. Não devemos nos estressar por problemas pequenos, e tudo é pequeno frente ao valor da própria vida e saúde, pensando assim todos os problemas são pequenos.

  3. Cuidar o microbioma + um programa de reeducação alimentar;

  4. Realizar atividades físicas diárias;

  5. Tratar-se com suplementos e medicamentos que ficarão a critério do médico para tratar a disbiose, repor os nutrientes e minerais, quebrar metais pesados, melhorar a ansiedade/humor, tratar doenças já existentes, entre outros para retomar o equilíbrio orgânico de maneira individualizada.

 Nos casos de obesidade onde há necessidade da perda de peso imediata, como na obesidade grau III ou grau II acompanhada por complicações como diabetes, hipertensão arterial de difícil tratamento e outras doenças, modalidades diferentes de cirurgia bariátrica poderão ser indicadas, mas mesmo assim, as medidas citadas anteriormente deverão ser realizadas.

Não perca seu objetivo e toda vez que desanimar leia o texto novamente, você conseguirá o que deseja, mentalize e comece a agir.

 

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